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Alucinações
 


Imparcialidade ADJETIVA Tempremental

Por Rafael Alencar

Antes de adentrar-me em linhas e mais linhas de insanidade e/ou de clareza, quero agradecer a todos que leram o post anterior e fazer-lhes um pedido, peço aqueles que tenham o interesse de discutir sobre temas expostos aqui, por esse espaço e por tantos outros, que mandem e-mail para min ou até mesmo me adicionem (jornalista_ale@hotmail.com) e convidem seus amigos para participar dessa teia de debate construtivo.

 

 

Hoje, dia 9 de Outubro de 2007, uma quente, fervente, escaldante terça-feira. E uma perguntinha básica me atormenta... hum, melhor duas... Você usa a internet para que? (- Sejam sinceros), segunda pergunta, você ai que está no segundo parágrafo desse texto aqui ainda incompleto (- Até o momento...), visitou hoje, (- vamos mais longe um pouquinho...), “navegou” nesse mês em algum site “especializado” em notícias, comprou um jornal, leu uma revista ou acompanhou algo pela TV? – Creio que a resposta da grande maioria tenha sido sim, continuo.

 

 - Voltamos a refletir então... Tenho a quase plena convicção de que ninguém agüenta mais ver algo a respeito do Caso Renan Calheiros, Presidente do Senado; Votação da Prorrogação da CPMF; Corrupção, violência e morte já tornou-se rotina. As barbarias, as mazelas da sociedade tornaram-se comuns ou a mídia construiu essa realidade mítica? (– Perguntinha tão pequena em vocábulos, mas complexa em profundidade contextual).

 

Mídia e seus adjetivos

 

- Vou buscar um exemplo inicialmente a nível de Brasil depois vamos reduzindo o foco, devido também a um maior conhecimento Estadual (Goiás), Vai ser bem simples.

 

Sem especificar os conglomerados, esboçaremos dois exemplos. Primeiro, a Cidade do Rio de Janeiro, você que conhece o “Rio Midiático”, qual é sua imagem do Estado? Muitos, somente acompanhantes da Televisão, simplesmente, definirão como um Estado violento, elevado número de favelas repletas de traficantes, a generalização dos moradores dos morros Cariocas e tantas outras modalidades de visões. Formai-se assim um preconceito nacional a respeito dos favelados, isso é “Fato”, mas será que o Rio é só isso? Afirmo, com plena certeza de que não, o Estado Carioca é bem mais do que os olhos dramatúrgicos e jornalísticos podem ver, olhos esses muitas das vezes impedidos por interesses comerciais, políticos e pessoais.

 

 

Não diferente de outras cidades que são vítimas de algumas empresas desconhecedores do código ético profissional e civil, o preconceito a respeito do Município onde resido é constante. - Ainda embasado nessa afirmação vou arremeter dois exemplos ligados ao fato. Sou estudante de Jornalismo (interessante um acadêmico falar mal de sua área profissional, só um louco mesmo), de uma Instituição privada da Capital do Estado (Goiânia), grande parte de meus companheiros têm grandes valores negativos relacionados à minha cidade, pelo motivo de dizer com orgulho que sou Aparecidense. O segundo exemplo meio que explica seu antecessor, na verdade de uma lei física “Ação e Reação”, uma verdadeira simbiose entre ambos (- vamos explorá-lo). Quando comecei a estagiar, logo percebi uma característica dos veículos de comunicação da capital, naturalmente dão enfoque a fatos obsuros de Aparecida e fazem questão deixar isso bem claro logo na Manchete. Enfim, asseguro disto eu poderia esperar outra compreensão dos alunos de minha faculdade?

 

- Definitivamente empolguei...

 

Quero somente que vocês/Leitores/internautas sejam capazes de compreender como essas empresas que se dizem trabalhar para a sociedade têm interesses. Comecem, então, a buscar novas fontes, informações diferenciadas de um mesmo local. Peneirem o máximo possível, parem de viverem bitolados pelos adjetivos impostos pela imprensa seja ela qual for. O ambiente social-meio é mais complexo do que toda essa falsa realidade mítica.

 

 



Escrito por Rafael Alencar às 14h49
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O anacronismo Midiático ainda prevalece soberano

Por Rafael Alencar

 

 

Recentemente, a mais ou menos 2 ou 3 dias atrás, na minha rotina diária de isolar-me do mundo e ficar trancafiado em um escritório, em meio a um universo tão grande complexo, abrangente, distorcido ao mesmo instante fervente em limitações impostas por paredes, janelas, portas e vários outros detalhes que fogem-me da cabeça, algo aparentemente normal despertou-me um contagiante/emocionante sentimento de expor alguns de meus pensamentos. Navegando por sites não muito conhecidos/acessados, como dizem meus companheiros de faculdades “inexistentes”, quem encontro... O Blog de um dos grandes intelectuais da comunicação (-Vocês têm noção de quem estou falando?), acertaram aqueles que responderam... Nilson Lage, grande jornalista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, pois é, ele mesmo. Com textos informativos, artigos e comentários é uma mina escondida para quem deseja ter esclarecimento sobre mídia.

 

Comecei a acompanhar essa mídia alternativa chamada Blog há pouco tempo, creio que tenha uns dois meses.  Mas infiltrando-me dentro de grandes outras mídias que se renderam a contagiante proposta de interação que o Blog possibilita, a exemplo da Globo, que começou a distribuir esse modalidade de espaço para seus “capachos”, a profundidade de destaque é inversamente proporcional a qualidade. Não que todos sejam ruins, mas há alguns que nem merecem maiores comentários. Aprofundando-me no material que os “ventríloquos” da grande e poderoso Globo produzem, como qualquer outra mídia, há bons conteúdos sim, mas exige disposição e paciência para os encontrar. Um bom material disponível é o espaço do Zeca Camargo, apresentador do Fantástico, o blog propõe discussões sobre músicas, livros, filmes, entrevistas e até mesmo de suas viagens pelo mundo (- E como roda aquele cidadão).

 

A intriga que me proporcionou a elaboração de tudo (esse nada) é a questão de espaço. Os conteúdos não equivalem ao destaque, assim o senso comum da mesmice continua a se reforçar dia após dia. “Comunicação é poder”, já dizia Pedrinho Guareschi. No entanto, há de se convir que, há uma reciprocidade entre mídia e meio social. Será que continuaremos potencializando o destaque em detrimento ao conteúdo? Já são mais de 50 anos de longas e duradouras noites diante da Televisão, e o anacronismo prevalece soberano. Agora a divergência é com relação a TV digital, e ai... terá ela a capacidade de valorizar o conteúdo ao invés de descartá-lo como o atual processo de mediação construtiva midiática trabalha?

 

Quero agradecer ao pessoa do Portal da UOL que possibilitou-me esse rico espaço, espero que vocês também valorizem o conteúdo.

 

 



Escrito por Rafael Alencar às 15h23
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